Importantíssimas

braids%252Cfriends%252Cfriendship%252Cwoman%252Cilustrasi%252Cwomen-39946a5bdc0833807c323cfe3a94793a_h_large_largeFaz bastante tempo que não posto nada aqui, mas ontem e hoje foram dias muito especiais pra mim…

Minhas melhores amigas completaram mais um ano de vida, uma ontem e outra hoje, e este post é para essas pessoas mais que especiais!

Conheci vocês na faculdade, na fase que foi essencial pra eu me tornar o que sou hoje. Mais do que a FFLCH, vocês foram essenciais pra mim – as viagens, os risos, os ​porres, o ombro amigo, a confiança… tudo isso e todo resto!

Já passamos meses sem nos falar, mas não passa um dia sem que eu pense em vocês, em como sinto falta de vê-las todas as semanas, naquele tempo despreocupado em que as conversas eram nossa ocupação e o nosso tempo era apenas nosso.

​Poderia escrever livros sobre essas duas amizades​, mas paro por aqui… por enquanto… pois vocês sabem, tanto quanto eu, que muitos anos virão e muito ainda vai ser dito.

Só digo mais uma coisa, que nem precisava ser dita:

AMO MUITO VOCÊS!!!!


amizade-sincera

Uma boa parceria…

Hoje faz 2 anos que eu e meu Besouro tivemos nosso primeiro encontro, e pra comemorar vou falar um pouco sobre parceria, sobre algumas coisas que fizeram com que esses 2 anos maravilhosos fossem possíveis, e que considero indispensáveis para que ainda tenhamos muitos anos felizes pela frente.

São coisas que não se aplicam apenas em relacionamentos amorosos, mas em qualquer tipo de parceria, amizade, relação de trabalho, convivência familiar, e por ai vai…

Vou começar por o que eu acho mais importante para qualquer relacionamento saudável: a compreensão de que trata-se de seres autônomos, com necessidades e desejos próprios. Perceber isso é essencial para que todas as pessoas envolvidas se sintam satisfeitas, para que ninguém sinta que precisa se anular para manter quem está ao seu lado feliz.

balança definitivo

Isso leva a outro ponto que pode fazer muita diferença: qualquer relacionamento, mas principalmente o amoroso, é uma aventura, e para entrar de cabeça é necessário confiar em quem te acompanha e em você mesmx. Sendo assim, se você se esforça para entender os desejos de quem está ao seu lado, e ao mesmo tempo sabe quais são os seus – e os expressa -, está criando a possibilidade de uma constante negociação, em que as necessidades de todas as pessoas envolvidas são levadas em consideração, em que tudo é posto na balança… e esse é um grande passo em direção ao equilíbrio.

Ao entender sua cara metade – e isso também se aplica a outros tipos de relacionamento – você saberá quando algo é importante ou trivial para ela, e ao entender a si mesmx saberá até onde pode ceder sem se magoar. Para isso confiança mútua é fundamental… tem que ter confiança em si e no outro para poder se expor, para poder falar o que você sente e o que você quer, para poder se entregar pra valer…

Me considero sortuda, encontrei meu amor no momento certo, em um momento em que estávamos preparados para o que vinha a seguir… Eu o amo muito, e tenho certeza de que esse amor é correspondido. Tem muitas coisas que fazem com que esse sentimento se intensifique a cada dia, e a principal delas é:

Ele é meu parceiro, em todos os sentidos. Ele me apoia e se preocupa comigo. Ele faz com que eu queira ser cada dia melhor para sempre poder retribuir tudo isso e muito mais, ele faz com que eu queira ser sua parceira.

São dois anos de carinho e amor, dois anos de bons filmes e ótimas conversar, dois anos de cuidado e apoio mútuos, dois anos de tranquilidade e diversão… Dois anos de tantas coisas boas que a única coisa que resta a dizer é:

MUITO OBRIGADA POR ENTRAR NESSA AVENTURA COMIGO! 

Sua próxima parada: Além da Imaginação

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You are traveling through another dimension, a dimension not only of sight and sound but of mind. A journey into a wondrous land whose boundaries are that of imagination. Your next stop, the Twilight Zone!

Você está viajando por outra dimensão, uma dimensão não só de visão e som, mas da mente. Uma jornada em uma terra maravilhosa cujas fronteiras são as da imaginação. Sua próxima parada, o Além da Imaginação.

 

Olá, hoje quero fazer um convite a todas as pessoas que estão e lendo esse humilde blog:

Assistam a série Além da Imaginação. Como a própria introdução do programa diz, é uma jornada em uma terra maravilhosa… a imaginação.

Mas não veja só um episódio ou outro, veja todos, desde a primeira temporada – alguns episódios não são tão bons, porém muitos são ótimos. É muito interessante ver como as reflexões em cada episódio de pura ficção se encaixam em nosso dia-a-dia atual. E mesmo sendo uma série que começou a ser exibida em 1959 e ter uma estética bem datada, seus temas podem nos fazer refletir diversos aspectos do que é viver nos dias de hoje.

O bacana é que podemos olhar essas histórias de 20 minutos como coisas sem sentido, que não adicionam nada à nossa vida, mas que são divertidas e valem a pena o tempo gasto –  como uma forma de relaxar no fim do dia – ou podemos vê-las como um encorajamento à reflexão: O que aconteceria se isso se realizasse? Como eu reagiria? Será que eu chegaria às mesmas conclusões que eles chegaram?

Trata-se de uma série que pode ser vista como puro entretenimento, ou como aquela coisa que estimula a ir além, a refletir, a questionar, a imaginar como o que vivemos poderia ser diferente. Ou seja, se você quer relaxar e apenas ocupar o tempo ocioso essa é uma ótima opção… e se você quer ver algo instigante, algo que te leve a pensar sobre coisas que não pensaria normalmente também é uma ótima opção!

É um ótimo programa pra ver com a família e amigos! Baixe da internet, compre dvds ou assista em um site de Streaming (Netflix, por exemplo), mas não deixe de ver essas histórias maravilhosas.

não tenha medo… você vai gostar…

 

 

O estupro e as mulheres…

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Você teme pela integridade física da sua filha/sobrinha/amiga/namorada/etc e quer ensiná-la como evitar ser estuprada? Então preste atenção no primeiro e principal erro que está cometendo:

O estupro não é culpa da mulher! Não é a mulher que deve ser ensinada como não ser estuprada, mas sim o homem que deve aprender que estuprar não é algo aceitável! A CULPA DE UM ESTUPRO É ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE DE QUEM ESTUPRA!

Diante desse fato, você pode me responder: OK, mas eu não posso controlar o que ensinam para todos os homens do mundo, então tenho que fazer o possível para que minha filha saiba diminuir ao máximo os riscos de sofrer essa violência.

E isso é verdade, vivemos em uma sociedade em que é perigoso ser mulher, em que nos sentimos constantemente ameaçadas, em que o medo de um estupro é algo que aparece constantemente. E não podemos controlar a educação de todos os homens. Mas não é controlando a roupa que as mulheres usam, os lugares que elas frequentam ou seus comportamentos que ensinaremos elas a se proteger; não é comprando uma calcinha anti-estupro, não é controlando sua sexualidade e reprimindo seus desejos.

Você realmente quer que uma mulher saiba se proteger? Listarei abaixo medidas realmente efetivas para isso:

Falar para uma mulher que ela deve ser passiva, esconder sua sexualidade, não usar determinado tipo de roupa e não ficar bêbada porque mulheres que fazem isso correm mais risco de serem estupradas, é uma forma de podar ela, de não permitir que ela faça algo que quer fazer, uma forma de impedir que ela seja quem ela realmente é. Se você realmente quer que ela saiba se proteger, dê força a ela, empodere ela, dê ferramentas ativas de resistência à cultura do estupro em que nos encontramos. Faça dela uma mulher segura, confiante e autossuficiente, não uma menina sempre insegura, sempre a espera de um príncipe que a proteja…

O nosso português – uma linguagem machista

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Já repararam como tudo o que falamos no dia-a-dia é um pouco machista? Não necessariamente em seu conteúdo – embora muitas vezes o conteúdo também tenha um pouco de machismo também -, mas na linguagem em si. O exemplo mais clássico são os plurais, por que falamos algo do tipo “temos que entender Os outrOs” e não “temos que entender As outrAs”, ou mesmo alguma outra alternativa como “temos que entender Xs outrXs”.

Uma das regras da nossa língua é: quando um adjetivo admite gênero – masculino ou feminino – e se referir a mais de um substantivo concordará com o gênero dos substantivos se ambos forem do mesmo gênero, mas se o adjetivo estiver ligado a substantivos masculinos e femininos concordará com o masculino – ex: se for duas prisioneiras o adjetivo ficará no feminino do plural, se for dois prisioneiros ficará no masculino do plural, e se for um prisioneiro e uma prisioneira o adjetivo ficará no masculino do plural. Você pode falar que é só uma regra da língua que é exagero chamar isso de machismo, mas é machismo sim – é uma forma muito sutil de dizer que os homens são mais importantes, que na escolha entre homem e mulher escolhe-se o homem.

Muitxs autorxs feministas usavam o @ como forma de abarcar ambos os gêneros, mas começaram a argumentar que o @ também é machista, pois o “o” envolve o “a” fazendo do masculino mais ativo que o feminino, acho isso um pouco exagerado, mas mesmo assim não gosto muito dessa substituição. Começaram então a substitui-lo por “x” que abarca homem, mulher e pessoas que não querem escolher nem um gênero nem outro – sim há casos de pessoas que nascem com ambos os sexos e não querem ter que optar por nenhum deles (o filme XXY mostra isso de uma forma muito tocante). O Alex Castro vai além, ele utiliza todos os plurais que englobam os dois sexos no feminino – por exemplo: se houver um prisioneiro e uma prisioneira ele usará o plural prisioneirAs -, não concordo com essa posição, essa lógica continua representando algo desigual e continua a não englobar quem não quer ter que escolher entre ser homem ou ser mulher.

Por isso que em alguns textos, quando não encontro opções de palavras unissex, por assim dizer, substituo o artigo de gênero por um X – não, não foi um erro de digitação, foi uma forma proposital de não me render ao sexismo presente no nosso português.

Estou traduzindo um artigo em inglês muito interessante que pretendo postar aqui, e a maior dificuldade que estou tendo é como o gênero dos adjetivo e substantivos. Isso porque na língua inglesa os adjetivos e substantivos são unissex, por assim dizer; o próprio artigo que define os substantivos é o mesmo para os dois gêneros – THE – e o mesmo acontece com os possessivos – MY, YOURS, HIS, HERS, OUR, THEIR. Isso pode até ser usado em séries para criar confusões, como quando alguém diz “…my friend” se referindo a uma amiga e a outra pessoa entende que se tratava de um amigo, ou o contrário.

A língua inglesa é apenas um exemplo de como uma linguagem menos sexista é possível, se alguém conhecer outros exemplos por favor compartilhe.

Uma linguagem machista é só um dos aspectos de uma estrutura social que vê a mulher como algo inferior, perceber os aspectos machistas da nossa sociedade é importante, pois é a partir dessa percepção que poderemos buscar alternativas em direção a uma sociedade mais igualitária em que as cidadãs tenham as mesmas liberdades e direitos dos cidadãos.

Eu desejo igualdade… justiça e oportunidade.

Pelo direito de Ser e de escolher…

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Nós mulheres somos muito julgadas pela nossa aparência, isto é fato. Trata-se de uma forma clara de opressão, disfarçada de opinião, do tipo:

Eu não quero julgar, mas uma gorda usar uma roupa tão justa/curta não dá né…

ou

Essa daí só pode estar querendo dar, usando uma roupa tão justa e curta desse jeito…

E não é só quando se usa roupas consideradas justas ou curtas de mais, tampouco podemos andar por ai com roupas muito largas, “pouco femininas”, porque nesse caso estaremos muito desleixadas… sem vaidade sabe?

Os homens podem contra argumentar: Ah, mas nós também somos julgados por nossa aparência!

E são mesmo, mas não com a mesma frequência e intensidade. Um homem não pode andar por ai muito descabelado, mas basta deixar o cabelo curto que não tem muito problema – a mulher não pode andar descabelada e geralmente é julgada masculina quando opta por um cabelo curto e prático. Dependendo do ambiente, exige-se que ele use roupas um pouco mais formais, que fique mais arrumado, mas não tem que se preocupar se está usando uma blusa muito decotada ou muito larga, se a saia é muito curta, se a calça está larga ou justa demais; temos sempre que buscar um equilíbrio entre parecer vulgar ou masculina. A elegância, que geralmente é elogiada, está associada com roupas que valorizem nosso corpo, mas que não o revelem em excesso, e qualquer deslise pode ser motivo para um olhar de reprovação, em qualquer momento podemos passar de elegante a periguete de um lado ou masculina de outro.

O que acho importante destacar é que temos que estar em constante vigilância, agir e nos vestir de acordo com um padrão que muitas vezes não refletem nossas vontades. Eu quero poder escolher que roupa usar sem ter que me preocupar se vão me achar vadia ou sapatão… inclusive eu quero ter o direito de ser vadia, sapatão, barbie, desleixada, puritana, patricinha, ou o que quer que eu queira ser…

Já faz um tempo que tenho me esforçado para não criticar o diferente e, quando surge a oportunidade, defender o direito não só de aparentar, mas de Ser, que todas as pessoas devem ter. Se aquela mulher é gorda e está usando algo muito curto ou justo este é um direito dela, se é assim que ela se sente bem, quem sou eu pra dizer se está certo ou errado? E aquela com um decote revelador, que seja livre pra andar do jeito que achar melhor… se eu quiser sair de pijama na rua ninguém tem nada a ver com isso!

Por isso, convido quem está lendo esse texto a fazer um exercício: sempre que ao ver alguém (homem ou mulher) um julgamento vier à sua cabeça, questione-se, tente reverter essa ideia. Saia de sua bolha e respeite a vontade dessa pessoa de fazer o que quiser com sua própria vida.

**imagens encontradas na página do facebook Moça, você é machista

bola de neve da violência

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Há um novo viral na internet, um vídeo em que um motociclista filma um rapaz roubando sua moto e, em seguida, sendo atingido por tiros de um policial, que não estava trabalhando e por acaso passava pelo local no momento do crime.

Não quero entrar no mérito de se a ação do policial foi legítima ou não, mesmo porque não está claro pra mim se o criminoso apontou a arma para ele antes de ser atingido. O que me preocupa é a reação da população a essa história, podemos observar nos comentários do vídeo e de um post no facebook sobre isso um imenso desprezo pela vida do assaltante.

Alguns falam que o policial estava certo e o bandido mereceu, outros que:

Devia ter sido 2 na cabeça ,parabéns ao PM.

E se alguém argumenta que não é desejando a morte de quem rouba que resolveremos o problema, recebem respostas do tipo:

Fala isso porque ninguém que ama deve ter nítido por causa de um celular, ou de um carro ou uma moto. Esse cara não estava roubando pão pra comer. Ele e um bandido que não pensaria dias vezes antes de ter matado o cara e no dia seguinte faria a mesma coisa com outra pessoa. Ele vai sair do hospital passar um mês na cadeiae voltar pras ruas . R se você acha que esse cara vai se contentar com um emprego d de auxiliar de limpeza para ganhar menos de 700 por mês você está mais enganado ainda. (…)

A revolta social contra a alta criminalidade é compreensível, mas precisamos repensar esse tipo de reação, ele não constrói nada, apenas aumenta a violência. A única coisa que pode diminuir a criminalidade, em qualquer lugar, é a redução da desigualdade social, e pra isso não tem fórmula mágica, não é algo que acontece do dia pra noite… É preciso ter políticas públicas efetivas na área de educação e infraestrutura, é preciso dar espaço no mercado de trabalho – com salários condizentes com o custo de vida daquela cidade.

Na minha opinião responder violência com violência apenas cria uma bola de neve, levando os criminosos a serem mais violentos ainda – se “o cidadão de bem” não se importa com a vida do marginal por que o marginal se importaria com a vida dele?

Certa vez acompanhei meu namorado em uma delegacia, seu celular foi furtado durante um show, a polícia conseguiu prender uma quadrilha que estava atuando nesse show e recuperar o aparelho junto com outros celulares. Além de nós, tinha mais umas 7 pessoas na delegacia. Um casal viu os policiais dando tapas na cara dos presos enquanto os interrogavam e comentaram isso com a gente em tom de aprovação, minha reação foi dizer que sou a favor dos direitos humanos e não achava aquilo certo… não sei o que poderia ter feito, já era de madrugada e reclamar com policiais que estavam trabalhando há muitas horas, ganhando pouco para lidar com coisas do tipo todos os dias, não me pareceu algo produtivo.

Foi uma situação que me deixou bem desconfortável, um crime não violento foi cometido e a resposta foi um interrogatório violento. Mesmo que tivessem cometido um crime violento não concordaria com uma polícia que batesse, matasse, torturasse…

A policia representa o Estado, representa a sociedade, me representa, se ela age fora da lei, será tão criminosa quanto os criminosos que pretende punir. Se eu apoio uma instituição que age assim o que isso faz de mim?

O que quero dizer é: quem age fora da lei deve ser punido de acordo com a lei, nada que seja menos ou mais que isso é aceitável em uma democracia. Tanto as pessoas quantos os policiais que assumem posturas ilegais devem ser punidos dentro das normas que nossa legislação instituiu.

Às pessoas que me marcaram…

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Dizem que quando temos amizades verdadeiras, não importa quanto tempo passemos sem contato, sempre que as vemos é como se tivesse passado apenas algumas horas desde o último encontro.

Já experienciei muito isso, em alguns casos mesmo passando anos sem contato a amizade não mudou em nada; em outros, o tempo sem se ver fez com que seguíssemos caminhos tão diferentes que só com muito esforço conseguiríamos retomar aquele sentimento de parceria.

Tenho muitas saudades e muito carinho por diversas pessoas que passaram pela minha vida. Com algumas tive apenas algumas conversas, com outras foram anos de amizade. Com algumas continuo me encontrando, com outras perdi o contato há anos. Não importa a frequência ou continuidade das conversas e da amizade, são seres que me marcaram e vira e mexe aparecem no meu cotidiano – na forma de uma lembrança, em uma conversa no bar, em uma dança… Não me envergonho de dizer: de vez em  quando visito suas paginas no facebook, tenho vontade de saber se estão bem, o que têm feito, coisas do tipo…

Já tentei retomar o contato com algumas amizades do passado… em certos casos consegui, mas a grande maioria ficou apenas nas lembranças… a vida adulta chegou, o tempo se tornou escasso, assim, tentar reaver pessoas que já faz tempo que não estão presentes em nossas vidas passa a ser algo mais difícil a cada dia que passa. Isso não é um problema, em minha memória essas pessoas estão sempre presentes.

Não tem como esquecer aquele amigo que era tão sem noção que o chamavam de Amy (referência a um quadro do pânico), mas que tem um coração imenso; e o que falar da amiga que viajou junto comigo olhando pros quadros da exposição do CCSP e com quem me diverti tanto tantas vezes; da amiga/professora/cabeleireira que influenciou tanto minha dança; do povo que fez parte das noites e fins de semana que passei com monitora de dança de salão; e das pessoas maravilhosas com quem conversava nos corredores da faculdade, mas com quem não saía nunca; das amigas do colegial, do fundamental… são tantas pessoas, tantas lembranças… Não perdi totalmente o contato com todo esse povo, mas já faz tempo que não vejo a maioria, e mesmo os mais próximos passo meses sem ver… é inevitável, a vida e as responsabilidades nos levam a isso.

O importante é que são pessoas que me marcaram e das quais lembro com carinho e saudades. Só espero ter inspirado nelas o que inspiraram em mim…

Antes da Ordem vem o Caos

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Uma vez, há alguns anos, vi na TV uma parte do programa Café Filosófico – acho que era esse programa – eles falavam de como a depressão pode trazer desenvolvimento, citaram o filme Alguém Tem Que Ceder falando sobre como a personagem de Diane Keaton estava com um bloqueio criativo, foi uma depressão pós relacionamento que ajudou-a a criar a peça que estava tentando escrever.

Acredito que sempre que há grandes mudanças – na vida de alguém ou em uma casa, cidade ou país – um momento caótico as antecederá. Antes da Ordem vem o Caos, é preciso ter coragem pra assumir os riscos da transição.

Estava lendo um Guest Post do blog da Lola sobre o MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas) e esse tema voltou à minha mente. Em uma parte do texto a moça, que participa do MADA, diz que “Da fraqueza veio a força”, ela estava em crise e procurou o MADA buscando uma mudança, lá pôde encarar seus problemas com o apoio de outras mulheres e hoje já consegue entender e enfrentá-los de frente, pode, inclusive, ajudar outras mulheres que procuram o grupo.

Sem reconhecer nossas fraquezas, não conseguimos resolver os problemas que as acompanham. Já passei por crises e depressão, hoje sei que sem elas não seria o que sou; foi aquele período de tormentas que possibilitou a paz e tranquilidade que sinto hoje.

Olho por olho, dente por dente…

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Há muitas pessoas que acreditam que diante de uma ofensa/traição/crime deve-se pagar na mesma moeda – olho por olho, dente por dente .

Me pergunto o quanto essa atitude é produtiva. Acredito que ela só serve para satisfazer um sentimento de vingança, que contém a mesma violência do ato condenado. Não sou uma pessoa violenta, se agisse violentamente para me vingar de alguém, ambos sairíamos perdendo e nada seria construído.

Um exemplo típico é quem diante da infidelidade vê como melhor resposta outra traição – se ganhei um chifre vou devolver outro. Isso não constrói nada, apenas faz com que ambos sejam infiéis.

Uma atitude realmente produtiva é buscar as raízes do crime/traição/ofensa. Somente quando sabemos o que instiga determinado ato, podemos evitar que ele aconteça.

Um exemplo claro disso, e já aviso que será polêmico, é o estupro. A possibilidade de uma punição violenta (castração ou estupro na cadeia) tem pequena influência na hora em que um homem (ou vários homens) decide estuprar uma mulher – sei que há estupros que envolvem apenas homens, ou mesmo uma mulher forçando sua vontade sobre um homem, mas são muito poucos em comparação. O único jeito efetivo de combater essa violência é evidenciar o machismo por traz do ato, mostrar que há, na nossa sociedade, a visão da mulher como posse do homem (pai, marido, filho); como algo – mais perto de objeto do que de indivíduo – que existe para servi-lo e que não tem vontades próprias. É combatendo essa ideia, mostrando para todo mundo que tanto mulher quanto homem tem vida e vontades próprias, que devem ser igualmente respeitadas, que poderemos construir uma sociedade em que o estupro não será mais uma ameaça constante para todas a mulheres. Para quem gostaria de ler mais sobre o assunto o blog da Lola é ótimo.

Não digo que não deve ter punição, mas não acho que uma punição violenta, que fere a dignidade humana, seja a melhor opção.

Finalizo com algo que acredita-se que Gandhi disse: