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Uma das minhas expressões favoritas em inglês é “take the leap”, que pra mim seria bem traduzida como “SE JOGA”. Se me perguntar o típico “mas e se…?” eu respondo simplesmente “se não der, não deu”… O medo paralisa, eu escolho me manter em movimento.

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Em todas as nossas escolhas há risco, quando optamos por não arriscar algo por medo de não dar certo muitas vezes não percebemos que essa escolha também traz um risco consigo – o risco de estagnar, de ficar preso ao medo de algo que pode ou não acontecer.

Quando escolhemos sempre a saída mais segura, mesmo querendo resultados que só viriam com posturas mais ousadas, assumimos o risco de permanecermos insatisfeitos. Quando se quer uma mudanças o melhor é mudar a atitude, buscar aquele lugar fora da área de conforto. Um desafio só é estimulante se traz o desconhecido, se mexe com a gente.

Minhas melhores experiências são as que trouxeram algo desconhecido, que vieram com aquele medo, com a sensação de que eu não seria capaz e a realização de que dei conta do recado.

Sabe aquele receio que dá antes de começar os primeiros trabalhos da faculdade (ou todos como foi o meu caso)? Aquela sensação de não ter por onde começar, de não saber o que escrever… de não ter o que escrever? E no fim entregar um trabalho bacana, bem escrito e bem fundamentado, tirar uma nota boa e sentir-se feliz. Sinto que quase tudo na vida tem essa dinâmica, um receio inicial, seguido de trabalho e dedicação e no fim a satisfação de dever cumprido. Mas para isso precisamos ousar um pouco, precisamos encarar os desafios sem medo, entender nossas limitações e tentar diminuí-las, se possível eliminá-las.

Faço terapia há anos e é basicamente isso que faço lá: enfrento barreiras que eu mesma me impus. Quanto mais me desenvolvo naquele espaço, mais vejo que grande parte dos meus problemas sou eu quem crio e que o medo de que algo não dê certo é um obstáculo muito maior do que os obstáculos reais que se encontram entre nós e a conquista daquilo que pensávamos que éramos incapazes de realizar.

O que realmente importa é saber distinguir entre o que queremos e o que esperam de nós, e ir atrás do que faz sentido para NÓS, daquilo que NOS satisfaz, tendo em mente o custo do que buscamos e aceitando as consequências das nossas escolhas – seja a mais segura ou a mais ousada.

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